segunda-feira, 18 de junho de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Deus de amor

"Quero trazer a memória aquilo que me dá esperança." (Lamentações 3:21)


quarta-feira, 13 de junho de 2012

..essência..

"Quero ser alguma coisa a cada minuto de cada hora da minha vida. Quero ser alegre, quero ser triste; indiferente, e depois acolhedora. Sentir fome [...] e ter muito o que comer. Quero andar em andrajos, ou muito bem vestida. Quero ser sincera e insincera. Quero falar a verdade [...] quero ser irrepreensível e também pecadora. Quero apenas ser alguma coisa a cada minuto bendito. Ao dormir, quero sonhar o tempo todo, para que nenhum pedacinho de vida se perca." 
(Brennam Manning, Deus o ama do jeito que você é).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O bálsamo das flores

"O campo era um terreno abandonado. Os restos de uma casa antiga, há tempos transformados em ruínas, ocupavam a parte de trás do campo. As flores talvez tenham sido a última geração de plantas perenes, cujos ancestrais foram plantados pela primeira vez por uma mulher que viveu nas ruínas quando elas eram uma casa sem pintura, em estado bruto, habitada por ela e por uma marido sério, que fumava, e talvez por duas filhas sérias e silenciosas. As flores eram um ato de resistência contra o terreno bruto e nu, onde a casa bruta erguia-se da terra bruta. Como num desvario inevitável e necessário, porque os seres humanos têm de viver em algum lugar e em alguma coisa. [...] Portanto, as flores talvez fossem um bálsamo e, se não um bálsamo, quem sabe um gesto que fizesse as vezes do bálsamo, que ela aplicaria se estivesse em seu poder oferecer consolo." (Paul Harding - Tinkers - A restauração das Horas)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Deus o ama do jeito que você é

Deixo-vos pequenos fragmentos do livro que tem o mesmo nome que o título desta postagem. Aqui traz apenas o começo do livro que conta a biografia de um homem que deixa uma grande história, exemplo de fé e que nos fala de forma simples o que é Graça.

"...a infância sem amor, a maratona em busca de Deus, o casamento e posterior divórcio, as mentiras e as coisas encobertas, a luta contínua contra o vício do álcool.."

"...a humilhação trazida pela doença que acompanha Brennan no inverno de sua vida me constrange a contar também minha história, porque nela se revela a certeza da graça de Deus - como Ele é bom, e não como eu sou ruim."

"..no fim das contas, meu pecado jamais sobrepujará o amor de Deus. O pródigo não poderá jamais superar o Pai. O evangelho que me diz que não sou medido pelo bem que faço, mas pela graça que acolho em mim. Que estar perdido é pré-requisito para ser encontrado. Que não se vive a vida de fé na luz, que é nas trevas que ela se dá a conhecer. Que não ser santo aqui na terra não nos impede de estar entre aqueles que foram chamados."

"Graça é tudo. Sou Brennan, a testemunha."

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Contratempo

"Vento no peito, a sensação de liberdade. A gente tem que aprender que o melhor da vida é se sentir livre."


quinta-feira, 3 de maio de 2012

uma grande vontade

esse vídeo sempre me tocou muito forte... espero que sempre continue a me tocar.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Comunicação virtual e.. só???

Estava lendo alguns textos pela internet em um blog (mais especificamente do talentoso Ed René Kivitz), quando me deparei com este. Inúmeras vezes me deparei com a situação de pessoas que me cobram por eu não responder uma mensagem de celular, ou e-mail, ou até mesmo atender a uma ligação. Mas a verdade o que penso é que o celular é para facilitar as coisas, a comunicação, e não para me prender às pessoas e ser um instrumento de cobrança, e realmente, muitas vezes eu deixo celular em casa, sempre em modo silencioso, frequentemente sem crédito.. e por aí vai. Quanto ao e-mail, não sou uma pessoa que me preocupo em responder um e-mail em menos de 5 min, mesmo que eu o tenha visto, eu deixo ele de molho, e fico pensando na resposta, as vezes simplesmente vou fazer outras coisas que eu julgo ser mais importantes no momento. Sou do tipo de pessoa que pensa: se quer realmente falar comigo, me liga, eu não atendi, deixa uma mensagem dizendo que quer falar comigo que mais tarde quando eu puder eu retorno, ou se for urgente, insista na ligação..rs.. bem, abaixo vai o texto.



Redes e Aquários24 abr

Por João Pereira Coutinho Há um novo crime na praça. E eu sou culpado aos olhos de amigos, colegas, até leitores. Não respondo a e-mails de imediato. Só passados alguns minutos -ou algumas horas. Defendo-me como posso. Digo, a sério, que só consulto a internet duas vezes por dia -ao acordar e ao deitar. Questão de higiene -mental. Curiosamente, quase sempre estou a escovar os dentes. Ninguém acredita. E, quem acredita, diz que isso não é desculpa: existem uns celulares que recebem e-mails em tempo real e permitem respostas em tempo real. Agradeço a informação, mas não era preciso: eu próprio já recebi e-mails do gênero, que terminam com a declaração solene “esta mensagem foi enviada por iPhone”. Nunca sei que responder: mostrar-me abismado com a proeza e aplaudir a grande honra que o sujeito me concedeu? Às vezes, há situações bizarras. Alguém envia um e-mail. Minutos depois, envia outro, só para perguntar se eu recebi o primeiro. Duas ou três horas depois, vem mais um -dessa vez, uma repetição do inicial, para o caso de eu não ter lido. Essa comunicação unilateral termina com um quarto ou um quinto, em que sou acusado das maiores baixezas (indiferença, preguiça, hostilidade etc.). Em poucas horas, alguém iniciou e terminou uma comunicação comigo sem que eu jamais estivesse presente para dizer “presente!”. Que se passa com o mundo? Os especialistas no assunto, psicólogos e sociólogos que pesquisam os paradoxos da internet, afirmam que estamos cada vez mais ligados e exigimos respostas cada vez mais rápidas uns dos outros. Certo, especialistas do óbvio, certíssimo. A questão, porém, deve ser outra: que tipo de gente a internet está a produzir no século 21? Foi precisamente essa pergunta que o escritor Stephen Marche formulou em artigo para a revista “The Atlantic” (“Is Facebook Making Us Lonely?”). As conclusões não são otimistas: estamos todos ligados, mas essa sensação de contato permanente não significa que o nosso isolamento (e a nossa solidão) decresceu. O Facebook é, inevitavelmente, um caso clássico: que significa esse imenso continente virtual onde “existem” 845 milhões de pessoas, onde se publicam bilhões de comentários diários e onde se postam 750 milhões de fotos por semana? Stephen Marche não faz parte dos luditas modernos para quem o Facebook é a “bête noir” da civilização ocidental. A resposta dele, depois de ler os últimos estudos sobre o fenômeno, é de uma sensatez que arrepia: a internet é um meio, não um fim. O que somos como seres sociais depende da forma como usamos as redes sociais. Que o mesmo é dizer: quem usa o Facebook para substituir a realidade não aumenta o seu “capital social”. Pelo contrário, pode mesmo sentir o isolamento típico de um peixe que contempla o mundo através do vidro do aquário. Paralisante. Angustiante. No artigo, o autor cita um neurocientista da Universidade de Chicago, John Cacioppo, que oferece uma metáfora ainda melhor: podemos usar o carro para ir ao encontro de amigos; ou podemos dirigir sozinhos pelas ruas da cidade. O mesmo carro, duas atitudes distintas. A internet, e as redes sociais que ela comporta, é apenas um instrumento para, não um substituto de. O desafio, leitor, não está em quebrar o aquário. Está em sair dele de vez em quando. Sair. Desligar. Não estar disponível. Ou, como escreve Stephen Marche, “termos a oportunidade de nos esquecermos de nós próprios”. Eis, no fundo, a observação mais luminosa do ensaio: a nossa constante disponibilidade para os outros é apenas uma manifestação mais profunda do nosso insuportável narcisismo. E o narcisismo, como sempre, nasce de uma insegurança que procuramos preencher com o culto doentio do ego. Pensamos que somos tão imprescindíveis que temos de estar presentes 24 horas por dia na vida alheia. E vice-versa: pensamos que somos tão importantes que os outros têm de estar permanentemente disponíveis para nós. Lamento, amigos. Lamento, colegas. Lamento, leitor. Os meus silêncios não têm nada de pessoal. Nem eu nem você somos assim tão importantes. [Fonte: Folha de S.Paulo, Ilustrada, 24 de abril de 2012.]